Saúde

Ceará – Servidores reclamam de falta de atendimento de saúde no Interior

Problemas de atendimento de saúde de servidores estaduais não se restringem à Capital. Segundo servidores, há poucas clínicas credenciadas para atender a demanda. Na Capital, três hospitais não estão mais credenciados

MAURI MELO / Sede do Issec, em Fortaleza: procura de servidores a cada mais insatisfeito com a qualidade do serviço ofertado

Os atendimentos de urgência e emergência oferecidos por convênios do Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (Issec) estão suspensos nos hospitais São Raimundo e Leiria de Andrade, em Fortaleza. O Hospital Cura D’ars não teve o convênio renovado. De acordo com a presidente da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Ceará (Asseec), Rita de Cássia Gomes, os problemas de atendimento médico, que vem se agravando na Capital, são ainda mais antigos no Interior, pois os muitos pacientes precisam vir a Fortaleza para realizar os procedimentos.

Segundo Rita, quem busca um exame precisa vir a Fortaleza, gastando com passagens e hospedagem. “O Interior é o mais carente porque faltam convênios. E não é de agora”, cita Rita. De acordo com ela, os problemas no atendimento do Interior começaram ainda na primeira gestão do governador Cid Gomes.

Em Juazeiro do Norte, a auxiliar de serviços gerais Helena Gomes, 54, diz que há mais de quinze dias procura marcar consulta para cardiologista, mas não encontra médicos credenciados. Segundo ela, a única especialidade que continua atendendo é a odontologia. “A condição financeira da gente não permite. Não posso pagar pelas consultas e ainda tem os empréstimos (consignados) para pagar”, descreve.

Na avaliação de Rita, o descredenciamento de hospitais e médicos é a estratégia usada pelo Governo para pressionar os servidores a aceitar a mudança da assistência para o sistema de coparticipação. Segundo ela, os salários dos servidores são insuficientes para cobrir esse tipo de gasto.

Rita diz que há casos, principalmente de servidoras, que tem o problema de saúde agravado, como câncer de mama, porque tem a marcação dos exames adiadas.

O presidente do Sindicato-Apeoc, Anízio Melo, cobra mais recursos para urgência, emergência e cirurgias. Sobre a proposta do Governo de mudar o sistema de assistência para coparticipação, Melo diz que é preciso, primeiro, pensar alternativas para a crise. “É preciso saber se há má administração. A coparticipação só cabe ser discutida após o Estado apresentar diagnóstico dessa situação”, aponta Anízio.

O Issec informou, por meio de nota, que alguns propensos credenciados não apresentaram a documentação necessária à habilitação, que é renovada a cada cinco anos, por meio de edital. Outros credenciados, segundo o Instituto, não manifestaram interesse em um novo contrato, caso da cooperativa de anestesiologistas. Ainda de acordo com o Issec, os hospitais São Raimundo e Leiria de Andrade manifestaram interesse em se credenciar, estando, portanto, empenhados em resolver as pendências o mais rápido possível.

Questionado pelo O POVO, o Issec não respondeu sobre os problemas de atendimento no Interior. Segundo Anízio, na segunda ou na terça-feira da próxima semana, será marcada reunião para debater o assunto.

Por quê


ENTENDA A NOTÍCIA

Issec atribui problema na Capital a problemas na renovação dos contratos. O assunto será discutido em reunião entre servidores e Governo. No Interior, problema no atendimento é ainda mais antigo que na Capital.

Serviço

Instituto de Saúde dos Servidores do Ceará

Endereço, Fone e Site: R. Senador Pompeu, 685 – Centro (85) 3101 4803

www.issec.ce.gov.br

O Povo Online

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