A partir de amanhã, o botijão de gás deverá ficar mais caro para o consumidor final. A Petrobras informou, ontem, reajuste de preços do gás liquefeito de petróleo para uso residencial, envasados pelas distribuidoras em bujões de até 13 quilos. A alta será em média de 4,5% às revendedoras.

O comunicado, feito ontem, porém, pegou muito revendedor de surpresa. É o caso de Francileide Félix Costa, auxiliar administrativa da Liquigás no Baeta Neves, em São Bernardo. “No mês passado tivemos aumento de 15%, mas deste (de 4,5%) ainda não sabíamos. A única coisa que podemos fazer é segurar o preço, do contrário, não vai caber no bolso do consumidor e estagnaremos as vendas”, comenta ela, que vende o botijão a R$ 70 – ou R$ 80 já com taxa de entrega.

De acordo com a Petrobras, o reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e também pela proximidade do inverno no Hemisfério Norte, sem contar a variação do câmbio. “Mas nem todo gás vem de fora (importação) e não sabemos aonde isso vai parar. Estamos preocupados com esse aumento constante, afinal, há 25 milhões de famílias brasileiras inseridas em programas governamentais de baixa renda, ganhando até meio salário mínimo. Dessa maneira, o botijão será artigo de luxo dentro de pouco tempo”, enfatiza Alexandre Borjaili, presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP.

Segundo o comunicado da Petrobras, a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. Logo, as revisões feitas nas refinarias podem ou não ser repassadas pelas revendedoras ao consumidor final. Caso isso ocorra, a companhia estima que o valor do botijão pode subir, em média, 2% – cerca de R$ 1,21. O último reajuste ocorreu em 11 de outubro.

Por DGABC

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